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Aquela que vive entre Terra e Céu

Atualizado: 24 de jun. de 2020

Nem sempre o que faz sentido para uma pessoa, faz para outra, mas nada nos impede de conhecermos a história do outro, trocar e aprender algo novo. Então, vou te contar um pouco sobre o reconhecimento da minha trajetória.



Quando tudo começou? Quando reconheci que eu estava trilhando o caminho que acreditava de corpo e Alma? Não sei ao certo, pois acredito que que tenha iniciado muito antes de ter se tornado consciente.

Uma das cosias que teve grande importância dentro desse processo de conscientização foi o fato de aceitar (parar de negar) a minha natureza.

Na época, eu vivia em Porto Alegre/RS, cidade que desde criança, eu dizia que nunca moraria e estudava em cursinho para cursar Medicina, sonho que mais tarde descobri que não era meu, mas lá se foram 4 anos de enormes aprendizados. Por que eu digo que esse tempo foi válido? Pois se eu não tivesse percorrido esse caminho não teria tido tanta confiança no que vinha a seguir, pois esse espaço de tempo me fez amadurecer "mil éons" e essas escolhas me aproximaram da minha essência. Foi quando assumi que a natureza, o mar eram extremamente importantes para a minha força vital, que a cura que eu acreditava era diferente daquele que eu estava procurando seguir e que minha Alma pedia que eu saísse daquela caverna e fosse caminhar no mundo.

Sempre gostei das plantas, da natureza, de ler livros que me faziam viajar por diversos questionamentos sobre as pessoas, as emoções, de sentir e entender a espiritualidade acontecendo. Além disso, sentia-me atraída pela filosofia oriental, como eles entendiam a vida, o corpo, a mente e o espírito.


Foi nesse momento de vida, quando me dei conta de que eu era aquela que vivia entre Terra e Céu, Ocidente e Oriente, que eu precisava dos momentos de recolhimento, mas precisava também sair e trocar com o movimento do plano externo. A partir disso minhas escolhas foram mais libertadoras.

Você percebeu que eu falo bastante com a palavra "caminho"? Eu nasci em uma família muito espiritualizada, portanto tive esse contato desde antes de descer neste mundo e quando conheci o Budismo, antes dele tive experiências com outras crenças, me conectei muito, entre diversas sintonias, com o Caminho do Meio. Esse nome nunca sai da minha cabeça e me ajudou a viver de forma mais fluida com a vida e por isso falo tanto nele. Estamos todos caminhando, mas por vezes nos distanciamos dos nossos valores, natureza, essência para viver sonhos dos outros, vidas impostas. Não podemos viver sozinhos, mas também não devemos viver aquilo que não nos pertence. Eu tive de sair desses extremos e não foi fácil, então, apenas esteja aberto para as novas possibilidades, flua e sinta o seu Caminho do Meio.

Foi nesse momento de vida, que me dei conta de que eu era aquela que vivia entre Terra e Céu, Ocidente e Oriente, que eu precisava dos momentos de recolhimento, mas precisava também sair e trocar com o movimento do plano externo. A partir disso minhas escolhas foram mais libertadoras.

Por isso, decidi mudar a minha relação com o mundo, preservar as plantas, as águas, os animais; pensar no mundo do outro, em como ele se sente, como ele enxerga as coisas; cuidar do meu corpo, da minha mente e do meu espírito e ajudar as pessoas nesse processo também. Afinal, somos uma parte pequena de um vasto Universo, somos Parte desse Todo, que somado se torna grandioso e poderoso.

Ainda estou me descobrindo, em um eterno processo de desconstrução e reconstrução, sendo mais amiga das minhas emoções, escolhas e sentimentos, aprofundando no mar de vida que habita dentro de mim e, assim, seguindo no Caminho do Meio o quanto for possível, fluindo.


Abraço carinhoso

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