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A dança na educação

Sou Giuliana Rocha, Licenciada em Dança pela UERGS, conhecida por Giu.

Atuo na dança faz 17 anos, sou professora de Ballet e Danças Urbanas em uma ONG na periferia de Porto Alegre desde 2017, sou diretora do projeto De Onde Nós Viemos, que surgiu a partir da minha pesquisa de TCC em 2019 onde propõe um processo de criação em dança com jovens da comunidade Maria da Conceição em Porto Alegre/RS, com o objetivo de valorizar a singularidade e ancestralidade, com a improvisação em dança, crianças e adolescentes são protagonistas e suas heranças culturais contam histórias.


Trago aqui um relatos da aluna Brenda Lopes durante os ensaios de dança, trazendo sua ancestralidade (Projeto De Onde Nós Viemos):

‘’A melhor parte de dançar seu orixá é que quando tu fecha os olhos e escuta a música parece que você já conhece tudo aquilo, já conhece a música e dança. Sabe qual movimento vai fazer, mesmo sem ter tido nenhum contato antes com essa dança. É estranho, mas na hora nem dá tempo de pensar, parece que você está ali flutuando por um palco com os olhos fechados. A energia da música traz uma carga, uma emoção e deixa leve, me arrepia tudo. É surreal sentir a energia da dança, entender o movimento que está fazendo, tudo vem na cabeça, como se tivesse treinado várias e várias vezes, é maravilhoso, é uma expressão do teu corpo que você não conhecia é tão lindo ver o que somos capazes de fazer. Uma energia que vem lá de dentro, difícil de explicar.’’


Na sequência de fotos, temos Brenda Lopes nas duas primeiras, Giuliana Rocha na terceira e na última Giuliana com um dos seus grupos de dança.


Brenda traz sua ancestralidade em cada movimento, pois nas aulas investigamos aspectos da ancestralidade de cada um na cultura afro brasileira, na forma de heranças culturais de matriz africana que constituem o Brasil. A ancestralidade trabalhada como memória compõe nossa identidade é por intermédio da memória que construímos nossa história, pois ao construirmos memórias, construímos a lembrança, que para existir precisa do outro e necessita ser compartilhada, assim também é a obra de arte.

O passado, a História, a sabedoria, os olhos dos mais velhos tomam uma dimensão de saber e poder, de quem traz o legado, de quem foi e é testemunha da História e também sobrevivente. A dimensão ancestral carrega mistério da vida, da transcendência. (Caderno a Cor da Cultura)


Esse projeto tem como referência Inaicyra Falcão dos Santos onde fala que os objetivos da dança na educação devem englobar o aspecto emocional, intelectual, físico e espiritual afim de que a personalidade do educando seja desenvolvida através de experiências conscientes.

Trago também Lara Rodrigues Machado com seu livro Danças no Jogo da Construção Poética, em que ela traz a idéia de jogo que pode ser tomado como relação entre o corpo do intérprete e outro estímulo qualquer, realizando- se entre uma, duas pessoas ou mais pessoas, ou entre uma pessoa e um elemento cênico ou entre um corpo e uma imagem. Essa proposta tem a improvisação em dança como um caminho para investigação e descobertas, a partir dos sons de instrumentos de percussão e com os elementos da natureza que fazem parte das culturas afro-brasileiras, trabalhando com uma proposta de educação pluricultural de Inaicyra Falcão.


Diante de todas essas referências e pesquisas realizadas com os jovens da comunidade, estou abrindo turmas com aulas de dança: ‘’Nossas danças em um jogo de improvisação’’ para adultos, trazendo essa proposta de aula, para que possamos entrar numa auto descoberta trabalhando com a improvisação em dança e nos conectando com nossa ancestralidade. Sou Giuliana Rocha, entre em contato comigo para se aprofundar na dança e nas suas histórias.

@giu_rochadarocha

+55 51 980 646 113


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